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Joe in Wonderland: a fox talking

Oi, pessoal

Desculpem o atraso em contar algo muuuuito estranho que aconteceu domingo passado. Estava eu aqui na tarde do domingo fazendo o post sobre o trailer do filme Alice in Wonderland. Depois, com a academia logicamente fechada, decidi sair pra fazer cooper, até aí nada demais.

Quando na segunda volta, já no cair da noite e ficando um pouco escuro, a lua já no alto do céu. Cansado, resolvo voltar. Quando no meio do mato ao longe [quem mora em João Pessoa, sabe desses pedaços de Mata Atlântica que sobram no meio da cidade], avisto algo se mexendo, pululando, com uma grande e longa cauda felpuda balançando para cima. Me aproximo, o bicho nota minha aproximação e levanta o focinho esguio e cor de caramelo.

Senhores, havia uma raposa no meio do caminho! No meio do caminho havia uma raposa! Ainda pululando ela corre no mato e mais à frente pára, olha para trás, me olha, chama outra comparsa que se une a ela, "comentam" algo e ambas saem correndo sob a luz da lua para longe. Fui atrás delas querendo saber para onde corriam, mas parei. Lembrei de uma história parecida e não quis acabar em Wonderland. Tratei logo de verificar se havia algum buraco-túnel por perto e voltei pra casa, deixando as amigas do Pequeno Príncipe em paz.

Devo confessar que me surpreendi, que estou surpreso até agora. Encontrar uma raposa em uma cidade não é nada normal. Ser a segunda cidade mais verde do mundo facilita, mas não diminui o espanto. Duas raposas então?! Sem falar das peculiaridades do encontro inesperado. E [pra mim] da possibilidade de ter virado assunto do jantar vulpino.

Por hora só!

Amanhã, posto pra vocês meus comentários sobre a desnecessariedade da existência de Halloween - O Início, que assisti hoje.

Inté!

Alice no País das Maravilhas: trailer na web


Essa semana vazou na internet o trailer da nova produção do Tim Burton, Alice In Wonderland. Como não sou besta, corri pra procurar o vídeo. A Disney já tinha pedido ao Youtube pra retirar todos os vídeos do site [apesar que agora ela já lançou o trailer]. De qualquer forma, achei o vídeo e...

Quase chorei! Superou as minhas expectativas e criou mais um mundo mágico para a história do cinema. Surpreendente!!!

Estou curioso pra ver algumas coisas. A gatinha da Alice, Diná, as flores falantes, os flamingos, o jardim da Rainha de Copas, a lagarta... Algumas imagens também já foram divulgadas. Confira:

Burton podia se enveredar pelo mundo das releituras de clássicos da Disney. Vários do clássicos do Walt podiam ser filmados por ele e se tornarem mais fascinantes.

Johnny Depp continua no meu pódio de melhores atores. Pelo visto, no de Burton também. Que versatilidade é essa?! Quem lembra de Gilbert Grape e Juan DeMarco sabe que contrastam com a loucura dele num personagem caracterizado. Edward Mãos-de-Tesoura, Willie Wonka, Jack Sparrow e agora o Chapeleiro Louco.

Fiquei feliz ao saber que a trilha sonora é de Danny Elfman. O velho Elfman é o compositor das trilhas dos mundos mágicos. “Ice Dance” que embala toda a trama de Edward Scissorhands, tão característica, é obra sua. Escute-a aqui.

A trinca imbatível Burton, Depp e Elfman promete! O filme já tem site oficial. Clique aqui.

Tim Burton’s Alice in Wonderland estréia dia 05 de março de 2010. E eu estarei numa cabine de pré-estréia pra assistir. Se Deus quiser!

Confiram o trailer que rodou na net por vocês mesmos, mas nem se compara a qualidade das imagens do site oficial.

O Segundo Post a Gente Nunca Esquece

Olá, pessoal!

Fiquei em dúvida sobre o que falar no meu primeiro post. Afinal, o “primeiro post a gente nunca esquece”. Resolvi não falar no primeiro. Resolvi inovar, mantendo a tradição, contudo, e fazer com que “o segundo post a gente nunca esqueça”.

Comecei falando de cinema. O blog não é sobre cinema apenas, mas gosto bastante do negócio. Não é só sobre diversão. Não é só sobre notícias, cultura, gastronomia, negócios... Enfim, vai ter tudo isso. E o que mais der pra botar. Eu sei o que eu quero com o Programa do Joe, mas não tá muito claro para que dê pra explicar. Ainda.

Acho que é melhor explicar também a questão do nome, né? Pra quem não ficou claro, é uma brincadeira com o Programa do Jô. OHHHHHHHHHHHH! Mas logicamente não é um blog de entrevistas, pode ter, mas não se resume a isso. A idéia veio de um seminário de faculdade. Fiz uma brincadeira, entrevistando Lula, todos gostaram, adoraram a logo, daí me deu a idéia. E pra sair da vontade pra web custou um bocado.

Nisso, eu agradeço a Alex León, blogueiro há séculos e grande amigo que me deu maior força pra começar e continua me ajudando, Ramon, que fez um blog com data pra acabar [vê se pode?!], então se ele pode pq eu não? [KKK] Arthur, que sugeriu fazer algo que eu já queria fazer, então reforçou a idéia, e ao meu pequeno séquito já de leitores cativos.

Assim, comentem, participem e ajudem a definir o que será e o que vai dar deste “show”. Agradeço a todos que vem aqui pra interagir no Programa do Joe.

Uma estréia para uma estréia


Olá, pessoal!

Estréio o blog com notícias de uma estréia.

Fui assistir a chegada ontem de Inimigos Públicos (Public Enemies) do diretor Michael Mann, uma adaptação do livro de Bryan Burrough. Bem, não estou frustrado, não sei, mas senti falta de algo. É um filme de gângsteres, mas que atenua alguns vícios do gênero policial. Ponto positivo. Mas parece que falta clímax e carisma. A produção é fantástica, mas... Enfim... Eu vou evitar cair naquela esparrela de “Críticos” que querem forçar diretores a se adequar aos seus gostos. Vocês decidam o que acham quando assistirem, que eu me atenho a tentar entender o filme.

Numa paulada só, vê-se a ferveção do pós-29, a formação do FBI, as peripécias de um bandido celebridade com tempo para um rápido romance. A trama se passa na Chicago dos anos 30, da Depressão, dos grandes assaltos a banco, das fugas espetaculares e do “cinza” de uma época conturbada. O protagonista John Dilinger é um dos inimigos públicos principais de então. Na verdade, inimigo do Estado, mas o FBI fez questão de criar essa imagem “bandido contra o povo” a ser preso com métodos modernos e usando a imprensa a seu favor, que favoreceu a imagem de polícia técnica e eficiente mantida até hoje.

A mitificação dos bandidos de uma época de crise em que bancos eram considerados culpados ajudou Dillinger a cair nas graças do povo e da mídia. Ele só roubava bancos e com rapidez absurda (1min40seg), e ao contrário ligava para a opinião pública sim.

A atuação de Johnny Depp deu uma vida própria ao personagem da vida real, mostrando sua versatilidade já conhecida. O flerte carismático do ator com o público leva o personagem junto, e cria um bandido-mocinho que conquista a preferência da platéia, a despeito do co-protagonista detetive Purvis (Christian Bale), um obcecado, “científico” e honesto policial. A semelhança ente os dois JD é incrível.

Marion Cotillard volta às telas depois de ser consagrada por sua interpretação mediúnica de Piaf. Aqui, ela faz o papel da namorada de Dillinger. Uma versão polida e honesta de Bonnie, Billie Frechette é uma moça quieta, que guarda casacos em um clube; conhece Dilinger e o encanta de tal maneira que ele a “rapta” de seu emprego. Uma fiel companheira que acaba presa por seu envolvimento com o ladrão. Não prejudica, mas em alguns momentos o casal Depp e Cotillard não funciona. Talvez propositalmente.


Do mesmo diretor de Colateral, Miami Vice, O Informante e Hancock, o estreante Inimigos Públicos mantém muitos traços de Michael Mann. O gosto pelo protagonista durão ou o cara mau simpático e boa pinta é velado. Alguém lembra de "O Último dos Moicanos"? Bom, é dele.

Mann faz questão de operar ele mesmo a câmera e “carregou” na mão com muitos closes e planos quase íntimos dos personagens. A fotografia e os enquadramentos são apurados. As imagens de alta definição dão outro toque que aliado a outros fatores geram um clima único no filme. A fotografia em alguns momentos escura demais remete e faz pensar na real iluminação da época, que a princípio até imaginei ser problema na cópia do cinema. Cria um jogo de claro e escuro interessante. em várias sequências.

A música é marcante, integra o roteiro e dá andamento. Destaque para um “show” de Diana Krall com “Bye Bye Backbird” (algo como “Adeus Graúna”), tema do casal; interpretação de Billie Holliday também está no time. A trilha sonora é de Elliot Goldenthal, de Frida (vencendo o Globo de Ouro 2003) e Entrevista com o Vampiro (1994).

Os figurinos compõem o clima da produção, assinados por Colleen Atwood. Para apresentá-la é só dizer que é a responsável pelos figurinos de vários filmes de Burton e para Depp, como A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça, Edward Mãos de Tesoura, Ed Wood (o velho casaco angorá! hehehe). Seu trabalho em Chigaco (2002) rendeu o Oscar de Melhor Figurino em 2003.

Curioso é que Mann é de Chicago, famosa pelo celebritismo de margem dos gângsteres. O diretor tem um tom documental, talvez daí a falta do clímax destacado, não sei. O ter vivido no clima característico do período com certeza ajudou a direção, inclusive naquele ponto que falei sobre amenizar clichês do gênero.

O trabalho de Mann não atraiu muita gente em sua estréia. Tudo bem que não fui a primeira, mas à segunda sessão. Nela, havia apenas dez pessoas. Já que havia eu esquecido minha carteira na sala ao sair [e sim, dei sorte de encontrá-la no mesmo lugar que deixei], voltei já no início da próxima exibição e só mais dez pessoas compuseram o público da chegada da nova produção do diretor. Acredito que o público de blockbuster não vá gostar, devam achar longo... 149 minutos! Eu assistiria de novo.

Té mais!